Remover o meu nome do Google: por onde começar

Para tirar o seu nome dos resultados do Google, comece por listar cada link que aparece. Depois há três vias: pedir ao site que corrija ou apague a página, usar as regras do Google sobre dados pessoais ou fazer o pedido europeu de desindexação. A NetClearer trata das três com o seu mandato escrito. 29 € IVA incluído por link. O Google decide.

Publicado · Atualizado por Pierre Billard, fundador da NetClearer

Primeiro passo: ver o que aparece com o seu nome

Uma pesquisa pelo seu nome não é um bloco único que o Google possa apagar de uma vez: é uma lista de páginas, cada uma com o seu responsável. Pesquise numa janela anónima e repita com a cidade, a profissão ou o nome de uma antiga empresa. Veja também o separador Imagens.

Imagine um engenheiro de Leiria que vai mudar de emprego. Antes da entrevista, pesquisa o próprio nome e encontra na primeira página um edital antigo de uma câmara municipal com a sua morada, uma lista de condóminos em atraso publicada num fórum e uma fotografia de um jantar de empresa num blogue. São três links, três responsáveis e três vias diferentes.

  • Dados pessoais: morada, telemóvel, e-mail, número de identificação fiscal ou de documento, dados bancários ou de saúde podem caber na política do Google sobre informações pessoais.
  • Afirmações que um documento contradiz: anote a frase exata e o documento que mostra o contrário. Veja informação falsa no Google.
  • Notícias antigas ou registos públicos: anote a data, o seu papel na altura e o que mudou desde então. Veja notícias antigas.
  • Páginas que controla: apague a publicação, torne o perfil privado ou retire o seu nome da página antes de pedir ao Google que atualize o resultado.

Para cada link, guarde o endereço exato, a pesquisa usada, a data e uma captura de ecrã. Nunca descarregue nem reenvie imagens íntimas para fazer prova: o link chega. Veja imagens íntimas.

Três vias para três problemas diferentes

As vias para tirar o seu nome dos resultados
ViaQuem decideO que muda
Pedido ao site de origem: apagamento, correção ou anonimizaçãoO responsável pelo siteA página muda ou desaparece, em todos os motores de pesquisa
Política do Google sobre informações pessoaisO GoogleO link deixa de aparecer no Google, se o conteúdo couber na política
Pedido europeu de desindexação (direito ao esquecimento)O GoogleO link deixa de aparecer na pesquisa pelo seu nome, nas versões europeias do Google

Comece pelo site quando a página pode ser corrigida, quando foi o próprio a publicá-la ou quando quer usar o direito de apagamento do RGPD: veja pedido de apagamento RGPD. O pedido ao Google pode seguir em paralelo. Para cada link escolhemos um só procedimento, o que lhe corresponde, em vez de enviar o mesmo texto por todos os formulários.

O que o Google pondera

No pedido europeu, o Google verifica se a informação é inexata, inadequada, não pertinente ou excessiva, e pesa-a contra o interesse do público em encontrá-la (formulário e explicações do Google). Um cargo público atual, uma notícia recente ou um registo oficial ainda publicado pesam contra a desindexação. O tempo decorrido, o carácter sensível da informação e o que mudou desde a publicação pesam a favor.

Em Portugal, o Google recusa mais do que noutros países: segundo os números do próprio Google desde 2014, só 31% dos URL pedidos a partir de Portugal foram retirados dos resultados, contra 54% no conjunto dos países (Relatório de Transparência do Google). Um pedido curto e vago dá-lhe pouco para pesar. Isto é informação geral, não uma análise do seu caso.

O que fazemos por si

  1. Recebemos os links e as pesquisas que os mostram, e indicamos a via que corresponde a cada um, à luz das regras publicadas pelo Google e pelos sites.
  2. Assina o mandato escrito e envia a cópia do Cartão de Cidadão: o formulário do Google exige identificação. Nos anexos, ocultamos os dados de que o pedido não precisa.
  3. Escrevemos aos responsáveis pelos sites e preenchemos os formulários do Google com os factos e os documentos que nos dá, por ordem cronológica.
  4. Guardamos cada confirmação, respondemos aos pedidos de informação e avisamo-lo de cada resposta.
  5. No fim, repetimos as pesquisas pelo seu nome e mostramos-lhe o que mudou.

Se o Google recusar, lemos o motivo: pode faltar um documento, pode haver uma correção a pedir ao site ou uma queixa à CNPD, que o próprio assina e envia. O Bing, com cerca de 10% das pesquisas em Portugal, tem o seu próprio formulário europeu, e podemos preencher os dois.

O que a desindexação não apaga

Um pedido aceite muda o que o Google mostra na pesquisa pelo seu nome. Não apaga a página no site nem retira um registo público, e a página pode continuar a aparecer noutras pesquisas ou noutros motores. Cópias, capturas de ecrã e partilhas em redes sociais são links à parte.

Pode fazer tudo isto sozinho e sem custos: os formulários do Google e o contacto com os sites são gratuitos. O nosso trabalho serve a quem tem muitos links, pouco tempo ou uma primeira recusa sem explicação clara.

Preço e limites

29 € IVA incluído por link, 69 € por três e 199 € por dez. Abrimos o processo no dia da encomenda; o tempo de análise é o do Google ou do site. Não prometemos resultado nem prazo: quem decide é o Google, o site ou a autoridade. A NetClearer não é uma sociedade de advogados e não presta consulta jurídica; para uma ação em tribunal, fale com um advogado. Sem reembolso após a apresentação do seu pedido; até lá, tem 14 dias para desistir. Ver preços.

Perguntas frequentes

Posso apagar todos os resultados com o meu nome?

Não. Pode apagar o que controla, pedir aos sites que mudem as páginas e pedir ao Google que aplique as suas regras ou o direito ao esquecimento. O Google pode manter informação exata, recente ou de interesse público. Cada link é analisado à parte, e dizemos-lhe antes de começar quais parecem frágeis à luz das regras do Google.

Escrevo primeiro ao site ou ao Google?

Ao site, quando ele pode apagar, corrigir ou anonimizar a página: a mudança vale para todos os motores de pesquisa. O pedido ao Google pode ir primeiro ou em paralelo quando o site não responde, quando a página cabe numa política do Google ou quando a via adequada é a desindexação europeia.

E se o Google recusar o pedido?

Lemos o motivo e comparamo-lo com o que foi enviado. Pode responder a um pedido de informação, voltar a pedir depois de uma mudança real, pedir ao site uma correção ou apresentar uma queixa à CNPD, que preparamos consigo e que o próprio assina. Para a via judicial, fale com um advogado.

Uma notícia sobre mim é tratada de outra forma?

Sim. O Google dá peso ao jornalismo, aos acontecimentos recentes, aos cargos públicos e aos registos que o Estado ainda publica. O tempo decorrido, o desfecho de um processo e os erros do artigo continuam a contar. Veja a nossa página sobre notícias antigas e, se o artigo fala de um processo-crime, a página própria.

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