Informação manifestamente falsa sobre si nos resultados do Google
Um blogue diz que foi condenado quando nunca foi julgado, ou um site atribui-lhe uma empresa que nunca teve. A NetClearer preenche o pedido de desindexação do Google com as provas que tem e escreve ao responsável pelo site, ao abrigo do seu mandato. 29 € IVA incluído por link. O Google e o site decidem.
Publicado · Atualizado por Pierre Billard, fundador da NetClearer
Quando o problema não é o passado, é o erro
Uma consultora de Aveiro descobre que um site de «denúncias» a apresenta como sócia de uma empresa que deixou milhares de clientes sem serviço. Nunca teve qualquer participação nessa empresa: tem apenas o mesmo apelido do verdadeiro gerente. A página aparece em terceiro lugar quando se pesquisa o seu nome.
Aqui não se pede ao Google que esqueça um facto verdadeiro com o tempo. Pede-se que deixe de mostrar uma afirmação que se pode demonstrar falsa.
Sem esperar por uma sentença
No acórdão *TU e RE contra Google* (C-460/20, 8 de dezembro de 2022), o Tribunal de Justiça da União Europeia indicou que, quando o conteúdo é manifestamente inexato, quem pede a desindexação deve apresentar as provas que razoavelmente se lhe podem exigir, e que não é necessária uma decisão judicial prévia.
Na prática, isto significa documentos que o próprio Google consiga verificar sem investigar: uma certidão do registo comercial, um certificado de registo criminal, uma declaração oficial. Uma simples afirmação de que «é mentira» não chega. Esta é informação geral; a NetClearer não é uma sociedade de advogados e não presta consulta jurídica.
Provas que costumam servir
- Certidão permanente do registo comercial que mostra quem são os sócios e gerentes de uma empresa.
- Certificado de registo criminal sem a condenação referida.
- Documentos com datas que contradizem o texto: contratos, faturas, declarações de entidades públicas.
- Correção publicada pelo próprio site ou por outro meio de comunicação.
Como avançamos
- Recebemos os links, as pesquisas e as provas. Indicamos-lhe quais documentos o Google consegue verificar facilmente.
- Assina o mandato escrito e envia o documento de identificação.
- Escrevemos ao responsável pelo site a pedir a correção ou a retirada da afirmação, com as provas.
- Preenchemos o formulário do Google, assinalando a inexatidão e juntando os mesmos documentos.
- Acompanhamos as duas respostas e informamo-lo por escrito.
Preço e limites
29 € IVA incluído por link e por destinatário. Não qualificamos o conteúdo como difamatório nem enviamos cartas de advogado; para uma queixa-crime ou uma ação cível, fale com um advogado. Sem reembolso após a apresentação do seu pedido. Ver preços.
Perguntas frequentes
E se a informação for só exagerada, não falsa?
O acórdão C-460/20 trata de inexatidões manifestas, que se demonstram com documentos. Uma opinião dura ou um exagero não entram nessa categoria. Ainda assim, um pedido baseado no tempo decorrido ou na falta de interesse público pode ser possível, e dizemos-lhe qual via faz sentido antes de começar.
O site não tem contactos. O que fazemos?
Procuramos o encarregado de proteção de dados, o formulário de contacto, o registo do domínio ou o alojamento do site. Se ninguém responder, o pedido ao Google continua possível, porque é independente do site. Indicamos-lhe sempre quem contactámos e quando.
A informação está numa rede social, não num site.
Nesse caso, a primeira via é a denúncia na própria plataforma, pelas suas regras e pelo canal previsto no Regulamento dos Serviços Digitais. Veja as nossas páginas sobre Facebook, Instagram e TikTok. O pedido ao Google pode completar a denúncia se a publicação aparecer na pesquisa pelo seu nome.
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